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No dia 2 de junho de 1904, foi fundado o Asylo de Mendicidade de Santos pelo delegado de Polícia Antenor de Campos Moura, que assumiu a presidência, com o objetivo de diminuir a mendicância em Santos e dar abrigo.
No dia de sua posse, o presidente enfatizou que o Asylo de Mendicidade era uma necessidade em Santos, que era preciso acabar com o triste espetáculo notado diariamente nas ruas mais populosas da cidade: homens, mulheres crianças e velhos que imploravam a caridade. Para o asilo, iriam aqueles que, depois de um exame rigoroso, fossem declarados inaptos a qualquer trabalho necessário para a sua sobrevivência.
 

A primeira sede foi instalada em 21 de agosto de 1904, na Chácara de nº42, da Rua Visconde do Embaré, no sopé do Morro do São Bento.
Para organizar e dividir as atribuições de interesse do Asylo de Mendicidade de Santos, em junho de 1904, a diretoria dividiu-se em três comissões: a primeira para obter sócios, a segunda para elaborar o estatuto e a terceira cuidava do orçamento. O presidente Antenor de Campos Moura participava e cuidava de todas as comissões.

 
 

A primeira reforma estatutária ocorreu em 29 de junho de 1924, e o Asylo de Mendicidade de Santos passou a ser chamado de Asylo de Inválidos de Santos.
A ajuda da comunidade era a principal forma de subsistência do Asilo de Inválidos, por meio de sócios benfeitores, beneméritos e doações. A entidade também recebia doações de dormentes - da Companhia Docas de Santos e Estrada de Ferro Sorocabana, para revender. Na década de 40, muita madeira era consumida pela comunidade, que utilizava fogão a lenha, e esses dormentes tornaram-se mais uma forma de sustento.

 

No segundo semestre de 1982, a nova diretoria do Asilo de Inválidos de Santos instalou um bazar de pechinchas, que se tornou grande fonte de renda. A instituição viveu uma verdadeira revolução: além do bazar, transformou a revenda de madeiras em uma marcenaria, mandando ampliar um anexo para que fossem feitas não apenas reformas de móveis e utensílios, mais a fabricação dos mesmos. Atualmente o bazar e a marcenaria são fontes de renda para a entidade.

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